terça-feira, 6 de novembro de 2007

Justiça em Aristóteles

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Oi!
Sou aluna do pH e estou com dúvida em uma questão de filosofia.
Não consegui entender muito bem a concepção de Justiça em Aristóteles. Quando a pessoa age de maneira involuntária, tais atos não são considerados justos ou injustos? Como certos atos podem ser injustos, mas não de injustiça? A injustiça depende, obrigatoriamente , da presença de voluntariedade?

Não sei se consegui ser clara em minha dúvida, mas agradeço no que puder me ajudar!

Clarissa Fernanda.

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Oi Cla,

Pensa o seguinte: um cão pode ser injusto? Ele sempre age de maneira involuntária, quer dizer, não está guiado pela razão, e essa é uma condição necessária pra Aristóteles.

Ele também entende a justiça subjetiva e a justiça objetiva. Pensa o seguinte: você pode ser proibida de sair de casa porque seu pai te botou de castigo por não estudar. Pra "você" isso é injusto, mas, de maneira objetiva, isso vai garantir a sua felicidade e a do seu pai - portanto, é justo.

Não sei se "voluntariedade" é um bom termo, mas se você combinar dessa forma: "atos voluntários da razão" - pronto, isso é justo ou injusto. Só o homem (animal racional) tem a capacidade de ser justo ou injusto.

Te adicionei no msn pra você participar dos Cafés Virtuais que vamos organizar!

Beijos.

Rafael B.

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