terça-feira, 20 de novembro de 2007
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Obrigado pelo carinho, pessoal
.
E aí, Rafael! Beleza??? Tou te mandando esse email pra te agradecer pela ajuda e pela força que nos deu antes da prova.... acabei não indo para o Jardim Botânico, não vou ficar dando desculpinhas, pois a verdade é que eu estava muito cansado e precisava chegar em casa pra dormir...eheheheheh... acabou que a prova foi o que você falou, sem surpresas e totalmente interpretativa... Mas vale ressaltar que tenho certeza que nossos debates aqui não foram em vão, pois percebi o quanto nós pensamos que o que é conhecimento não é nada, e que precisamos ter capacidade de análise crítica para qualquer coisa e, acima de tudo, que filosofia é muito maneira!... com certeza eu vou continuar estudando filosofia e, se possível, gostaria que você me mandasse o nome de alguns livros introdutórios, explicativos (básicos) de filosofia, só pra eu conseguir, devagarzinho, absorver informações e conhecimento.
Muito obrigado novamente!
Parabéns pelo seu trabalho e empenho para com os alunos,mesmo que sem obrigação alguma o fez!.....
Um grande abraço
Luís Felipe
Luís,
Eu é que fico sensibilizado (sem perder a masculinidade, claro) com o carinho de vocês. Quanto aos livros, vamos lá: agora que você é um universitário, pode largar a Marilena Chauí e começar a ler livros de verdade. Comece pelo "Introdução ao filosofar" de Gerd Bornheim, um monstro da filosofia (falecido) que deu aula pra mim na UERJ; é fácil de achar. Depois você pode tentar algo mais ousado como a "Fundamentação da Metafísica dos Costumes" de Kant, o "Meditações Metafísicas" do Descartes e a "República" e o "Timeu" de Platão. Tenho certeza que você vai se apaixonar por filosofia mais ainda quando ler essas obras, além de alcançar um nível superior à maioria dos outros advogados da UFRJ, que, pelo que tenho observado, não está nada bom - rs.
Abraços!
________________________________
Valeu Rafael!! Um Blog com todas as dúvidas já tiradas! Muito bem pensado hehehe! abração!
Alex Motta
________________________________
Ah tah!!!
Bem mais claro agora!!!
Muito obrigada mais uma vez por me ajudar nesse momento TÃO tenso da minha vida!!!
Tô gostando muito de filsofia... eu tinha uma certa resistência por não entender muito bem e também porque não ainda não sabia e continuo sem saber muito bem como lidar com os conceitos e principalmente como conciliar com Deus e religião (é um ponto importante pra mim!), eu sempre discutia com os professores de filosofia e sociologia no colégio... principalmente a de sociologia. De qualquer maneira é uma boa matéria de estudar, eu particularmente gosto muito de estudar as pessoas, suas atitudes, como elas pensam e tudo mais!!!
Eh isso!!!
Beijossss!!!
Bruna Senna Dias
E aí, Rafael! Beleza??? Tou te mandando esse email pra te agradecer pela ajuda e pela força que nos deu antes da prova.... acabei não indo para o Jardim Botânico, não vou ficar dando desculpinhas, pois a verdade é que eu estava muito cansado e precisava chegar em casa pra dormir...eheheheheh... acabou que a prova foi o que você falou, sem surpresas e totalmente interpretativa... Mas vale ressaltar que tenho certeza que nossos debates aqui não foram em vão, pois percebi o quanto nós pensamos que o que é conhecimento não é nada, e que precisamos ter capacidade de análise crítica para qualquer coisa e, acima de tudo, que filosofia é muito maneira!... com certeza eu vou continuar estudando filosofia e, se possível, gostaria que você me mandasse o nome de alguns livros introdutórios, explicativos (básicos) de filosofia, só pra eu conseguir, devagarzinho, absorver informações e conhecimento.
Muito obrigado novamente!
Parabéns pelo seu trabalho e empenho para com os alunos,mesmo que sem obrigação alguma o fez!.....
Um grande abraço
Luís Felipe
Luís,
Eu é que fico sensibilizado (sem perder a masculinidade, claro) com o carinho de vocês. Quanto aos livros, vamos lá: agora que você é um universitário, pode largar a Marilena Chauí e começar a ler livros de verdade. Comece pelo "Introdução ao filosofar" de Gerd Bornheim, um monstro da filosofia (falecido) que deu aula pra mim na UERJ; é fácil de achar. Depois você pode tentar algo mais ousado como a "Fundamentação da Metafísica dos Costumes" de Kant, o "Meditações Metafísicas" do Descartes e a "República" e o "Timeu" de Platão. Tenho certeza que você vai se apaixonar por filosofia mais ainda quando ler essas obras, além de alcançar um nível superior à maioria dos outros advogados da UFRJ, que, pelo que tenho observado, não está nada bom - rs.
Abraços!
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Valeu Rafael!! Um Blog com todas as dúvidas já tiradas! Muito bem pensado hehehe! abração!
Alex Motta
________________________________
Ah tah!!!
Bem mais claro agora!!!
Muito obrigada mais uma vez por me ajudar nesse momento TÃO tenso da minha vida!!!
Tô gostando muito de filsofia... eu tinha uma certa resistência por não entender muito bem e também porque não ainda não sabia e continuo sem saber muito bem como lidar com os conceitos e principalmente como conciliar com Deus e religião (é um ponto importante pra mim!), eu sempre discutia com os professores de filosofia e sociologia no colégio... principalmente a de sociologia. De qualquer maneira é uma boa matéria de estudar, eu particularmente gosto muito de estudar as pessoas, suas atitudes, como elas pensam e tudo mais!!!
Eh isso!!!
Beijossss!!!
Bruna Senna Dias
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Tema: A relação entre máquina e homem
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Bem-do-Século
Era uma vez...Século VII. Revolução Industrial. começam a ser desenvolvidas as primeiras máquinas. Quem foi o criador ? O homem. Homem esse que, hoje, encontra-se pensativo , cheio de dúvidas acerca de sua relação com as máquinas. Andam atédizendo por aí que as máquinas dominarão o mundo. Seá mesmo necessária toda essa preocupação?
Cuidado. Século XVII, não VII. Letra maius. no “Começam”. Você levanta uma questão apenas; “devemos nos preocupar com as máquinas dominarem o mundo?” – eu gostaria de ver mais recursos criativos, uma metáfora, quem sabe, e uma tese forte implícita, ou então outras questões além dessa, pra você responder durante o texto.
Tecnologia. Na era da globalização, onde várias fronteiras foram destruidas e a base para odo andamento da humanidade está nas relações internacionais, é inegável a relevância das inovações tecnológicas na vida do homem contemporâneo. Paralizações em sistemas computadorizados, por exemplo, causam verdadeiro caos econômico-social. Dessa forma, Fica claro q existe uma grande dificuldade de mantermos nossa rotina sem alguns desses brinquedinhos eletrônicos.
Não use “onde” para globalização, apenas para lugar. No pátio onde as crianças estavam. “...da globalização, em que várias fronteiras...”. Acento agudo no destruídas. Paralisar, com s. Que e não q – rs, pode parecer besteira, mas já vi aluno escrever vício de internet no vestibular sem querer. Esse primeiro parágrafo é pouco argumentativo. Você disse que precisamos das máquinas, mas não provou. Por que dependemos tanto delas? Prove o que você falou, argumente.
Tecnologia. Homo-racionalis. A capacidade de raciocínio é única , exclusiva de nossa espécie. Todas as descobertas e criações feitas até hoje se deram graças à complexidade humana , fato que destrói, por si só, a idéia de superioridade maquinal, já que objetos inanimados não possuem capacidade crítica ou de pensamento.
Mais que simplesmente enunciar isso, porque não explora o fato do homem estar perdendo capacidade de raciocínio por abrir mão de certas coisas (como fazer contas) que agora as máquinas fazem (calculadoras)?
Tecnologia. Computador, televisão e bomba-atômica.Não há nenhuma invenção, até os dias de atuais, que não tenha surgido única e exclusivamente devido ao interesse humano. As máquinas são sempre criadas de acordo com nossas necessidades em um determinado período, e tem uma finalidade específica. Muitas dessas já tiveram alto índice de consumo e posteriormente entraram em desuso, como por exemplo a maquina de escrever. Assim, pode-se perceber a complementariedade desses artefatos ao trabalho humano.
“têm uma finalidade” com tem no plural. Em vez de “muitas dessas”, que tal “muitas já tiveram alto índice...”? Você descreve bem a realidade, faz uma ótima análise do que acontece no mundo, mas como o texto é argumentativo, você precisa ser crítica, causar um pouco de caos, para poder mostrar seu poder de argumentação e convencer do seu ponto de vista. Nesse parágrafo, você diz que as máquinas são criadas para atender aos interesses humanos, e depois substituídas por outras que as complementam. Onde está a crítica? Há algum problema nisso? Você acha que isso é positivo, negativo? Acredita que novos interesses aparecem com a invenção de novas máquinas?
Portanto, podemos percebes que homem e máquina estão diretamente relacionados e são dependentes entre si, complementando um ao outro, mesmo que ás vezes haja certa necessidade extrema do uso tecnologico. Tais invenções encurtam tempo, distância e fazem parte da evolução humana, podendo assim serem chamadas de bem-do-século devido à suas contribuições para a sociedade moderna.
“Perceber que homem...” – “estão diretamente relacionados... são dependentes entre si... complementando um ao outro” – note que você está dizendo exatamente a mesma coisa de três modos diferentes. Ficou prolixo. Às vezes é melhor dizer pouco que dizer muitas vezes a mesma coisa. Tecnológico com acento agudo. Só aqui no final, você, talvez por acidente, desenvolveu enunciados que poderiam ser idéias excelentes na redação: encurtam tempo, distância e fazem parte da evolução. Repare que você não trabalhou no texto nenhuma dessas idéias! Na UFRJ, acredito que a nota seria 7,0. Perdendo um ponto por restringir a questão das máquinas ao âmbito da tecnologia, quando é mais ampla. Um ponto por não apresentar um projeto de texto bem definido, mas parecer que “pensou nisso enquanto escreveu”. Um ponto por erros gramaticais e de acentuação. De qualquer jeito, é uma boa nota.
Bem-do-Século
Era uma vez...Século VII. Revolução Industrial. começam a ser desenvolvidas as primeiras máquinas. Quem foi o criador ? O homem. Homem esse que, hoje, encontra-se pensativo , cheio de dúvidas acerca de sua relação com as máquinas. Andam atédizendo por aí que as máquinas dominarão o mundo. Seá mesmo necessária toda essa preocupação?
Cuidado. Século XVII, não VII. Letra maius. no “Começam”. Você levanta uma questão apenas; “devemos nos preocupar com as máquinas dominarem o mundo?” – eu gostaria de ver mais recursos criativos, uma metáfora, quem sabe, e uma tese forte implícita, ou então outras questões além dessa, pra você responder durante o texto.
Tecnologia. Na era da globalização, onde várias fronteiras foram destruidas e a base para odo andamento da humanidade está nas relações internacionais, é inegável a relevância das inovações tecnológicas na vida do homem contemporâneo. Paralizações em sistemas computadorizados, por exemplo, causam verdadeiro caos econômico-social. Dessa forma, Fica claro q existe uma grande dificuldade de mantermos nossa rotina sem alguns desses brinquedinhos eletrônicos.
Não use “onde” para globalização, apenas para lugar. No pátio onde as crianças estavam. “...da globalização, em que várias fronteiras...”. Acento agudo no destruídas. Paralisar, com s. Que e não q – rs, pode parecer besteira, mas já vi aluno escrever vício de internet no vestibular sem querer. Esse primeiro parágrafo é pouco argumentativo. Você disse que precisamos das máquinas, mas não provou. Por que dependemos tanto delas? Prove o que você falou, argumente.
Tecnologia. Homo-racionalis. A capacidade de raciocínio é única , exclusiva de nossa espécie. Todas as descobertas e criações feitas até hoje se deram graças à complexidade humana , fato que destrói, por si só, a idéia de superioridade maquinal, já que objetos inanimados não possuem capacidade crítica ou de pensamento.
Mais que simplesmente enunciar isso, porque não explora o fato do homem estar perdendo capacidade de raciocínio por abrir mão de certas coisas (como fazer contas) que agora as máquinas fazem (calculadoras)?
Tecnologia. Computador, televisão e bomba-atômica.Não há nenhuma invenção, até os dias de atuais, que não tenha surgido única e exclusivamente devido ao interesse humano. As máquinas são sempre criadas de acordo com nossas necessidades em um determinado período, e tem uma finalidade específica. Muitas dessas já tiveram alto índice de consumo e posteriormente entraram em desuso, como por exemplo a maquina de escrever. Assim, pode-se perceber a complementariedade desses artefatos ao trabalho humano.
“têm uma finalidade” com tem no plural. Em vez de “muitas dessas”, que tal “muitas já tiveram alto índice...”? Você descreve bem a realidade, faz uma ótima análise do que acontece no mundo, mas como o texto é argumentativo, você precisa ser crítica, causar um pouco de caos, para poder mostrar seu poder de argumentação e convencer do seu ponto de vista. Nesse parágrafo, você diz que as máquinas são criadas para atender aos interesses humanos, e depois substituídas por outras que as complementam. Onde está a crítica? Há algum problema nisso? Você acha que isso é positivo, negativo? Acredita que novos interesses aparecem com a invenção de novas máquinas?
Portanto, podemos percebes que homem e máquina estão diretamente relacionados e são dependentes entre si, complementando um ao outro, mesmo que ás vezes haja certa necessidade extrema do uso tecnologico. Tais invenções encurtam tempo, distância e fazem parte da evolução humana, podendo assim serem chamadas de bem-do-século devido à suas contribuições para a sociedade moderna.
“Perceber que homem...” – “estão diretamente relacionados... são dependentes entre si... complementando um ao outro” – note que você está dizendo exatamente a mesma coisa de três modos diferentes. Ficou prolixo. Às vezes é melhor dizer pouco que dizer muitas vezes a mesma coisa. Tecnológico com acento agudo. Só aqui no final, você, talvez por acidente, desenvolveu enunciados que poderiam ser idéias excelentes na redação: encurtam tempo, distância e fazem parte da evolução. Repare que você não trabalhou no texto nenhuma dessas idéias! Na UFRJ, acredito que a nota seria 7,0. Perdendo um ponto por restringir a questão das máquinas ao âmbito da tecnologia, quando é mais ampla. Um ponto por não apresentar um projeto de texto bem definido, mas parecer que “pensou nisso enquanto escreveu”. Um ponto por erros gramaticais e de acentuação. De qualquer jeito, é uma boa nota.
Ética e moral
.
Oi Rafael,
primeiro gostaria que se você pudesse me enviasse alguma coisa que a filosofia diga sobre o ciume pois, como você já deve estar sabendo o Couto sonhou com esse tema e é sempre importante ter alguma base filosofica caso ele realmente caia na redação.
Bom, Isabel. Eu até entendo que vocês estão muito nervosos, mas eu garanto pra você que o tema não vai ser ciúmes, principalmente porque o Couto sonhou - rs. De qualquer jeito, aconselho você a procurar na internet a peça Otelo de Shakespeare, que fala sobre ciúmes e seria uma referência de ouro pra esse tema.
segundo gostaria de saber se a ética é algo relativo de acordo com as sociedades e o tempo pois a professora na última aula de filosofia deu a entender isso e fiquei bem confusa quanto ao tema.
Olha só, existem alguns filósofos (como deve acontecer com a professora) que separam ética de moral da seguinte maneira: a ética é o estudo filosófico das ações humanas, do que nos motiva a agir e do fim dessas ações, portanto, o estudo do bem e do mal, assim como dos juízos de valor (isto é bom, aquilo é mau).
Já a moral seria um conjunto de valores reunidos pela tradição, o costume, enfim, determinada cultura. Nesse sentido, a ética é universal, porque está ligada à razão (como Kant diz: "qualquer um neste mundo ou fora dele") e a moral já depende de cada cultura - ex: Se é imoral casar-se com duas mulheres aqui no Brasil, não é no Oriente Médio.
terceiro... perdi a aula na qual foi falado sobre os principais filosofos e seus pensamentos e na folha dessa aula só tinha exercicio então se fosse possivel me enviar algo sobre eles para que eu pudesse estudar agradeceria .... =/
Sem problemas. Aconselho você a ler sobre esses filósofos (não esqueça de relacionar aos tópicos do programa da UFRJ): Platão, Aristóteles, Pirro (cético), Descartes (racionalista), David Hume (empirista), Thomas Hobbes (política), Rousseau (contratualismo) e Kant (ética e estética). Vai dar algum trabalho, mas no "Convite à Filosofia" da Marilena Chauí tem artigos bem específicos que podem te ajudar. É um livro fácil de achar em qualquer livraria.
Muito obrigada mesmo e desculpa estar te incomodando principalmente tão perto da prova... espero que você possa me responder a tempo...
valeu mesmo =]
um grande abraço
isabel
Oi Rafael,
primeiro gostaria que se você pudesse me enviasse alguma coisa que a filosofia diga sobre o ciume pois, como você já deve estar sabendo o Couto sonhou com esse tema e é sempre importante ter alguma base filosofica caso ele realmente caia na redação.
Bom, Isabel. Eu até entendo que vocês estão muito nervosos, mas eu garanto pra você que o tema não vai ser ciúmes, principalmente porque o Couto sonhou - rs. De qualquer jeito, aconselho você a procurar na internet a peça Otelo de Shakespeare, que fala sobre ciúmes e seria uma referência de ouro pra esse tema.
segundo gostaria de saber se a ética é algo relativo de acordo com as sociedades e o tempo pois a professora na última aula de filosofia deu a entender isso e fiquei bem confusa quanto ao tema.
Olha só, existem alguns filósofos (como deve acontecer com a professora) que separam ética de moral da seguinte maneira: a ética é o estudo filosófico das ações humanas, do que nos motiva a agir e do fim dessas ações, portanto, o estudo do bem e do mal, assim como dos juízos de valor (isto é bom, aquilo é mau).
Já a moral seria um conjunto de valores reunidos pela tradição, o costume, enfim, determinada cultura. Nesse sentido, a ética é universal, porque está ligada à razão (como Kant diz: "qualquer um neste mundo ou fora dele") e a moral já depende de cada cultura - ex: Se é imoral casar-se com duas mulheres aqui no Brasil, não é no Oriente Médio.
terceiro... perdi a aula na qual foi falado sobre os principais filosofos e seus pensamentos e na folha dessa aula só tinha exercicio então se fosse possivel me enviar algo sobre eles para que eu pudesse estudar agradeceria .... =/
Sem problemas. Aconselho você a ler sobre esses filósofos (não esqueça de relacionar aos tópicos do programa da UFRJ): Platão, Aristóteles, Pirro (cético), Descartes (racionalista), David Hume (empirista), Thomas Hobbes (política), Rousseau (contratualismo) e Kant (ética e estética). Vai dar algum trabalho, mas no "Convite à Filosofia" da Marilena Chauí tem artigos bem específicos que podem te ajudar. É um livro fácil de achar em qualquer livraria.
Muito obrigada mesmo e desculpa estar te incomodando principalmente tão perto da prova... espero que você possa me responder a tempo...
valeu mesmo =]
um grande abraço
isabel
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
David Hume - Empirista ou Cético?
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Oi Rafael,
sou eu Bruna de novo!
Sobre David Hume não seria contraditório ele ser ao mesmo tempo Cético e Empírico?
Porque se de acordo com o ceticismo nada é certeza e tudo é dúvida a experiência da empiricismo não seria também uma dúvida? E sendo a experiência uma dúvida o conhecimento também não estaria em xeque?
Obrigada mais uma vez!
Beijos,
Bruna Senna Dias
_________________________________
Oi Bruninha,
Olha, não é contraditório, porque ele não é adepto do ceticismo como eu disse na aula que Pirro ou Sexto Empírico eram. Ele apenas "usa" o ceticismo como método pra conseguir desenvolver o pensamento dele, mas acredita que se pode conhecer o mundo sim, por meio da experiência.
Entendeu?
Beijocas.
Oi Rafael,
sou eu Bruna de novo!
Sobre David Hume não seria contraditório ele ser ao mesmo tempo Cético e Empírico?
Porque se de acordo com o ceticismo nada é certeza e tudo é dúvida a experiência da empiricismo não seria também uma dúvida? E sendo a experiência uma dúvida o conhecimento também não estaria em xeque?
Obrigada mais uma vez!
Beijos,
Bruna Senna Dias
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Oi Bruninha,
Olha, não é contraditório, porque ele não é adepto do ceticismo como eu disse na aula que Pirro ou Sexto Empírico eram. Ele apenas "usa" o ceticismo como método pra conseguir desenvolver o pensamento dele, mas acredita que se pode conhecer o mundo sim, por meio da experiência.
Entendeu?
Beijocas.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Agradecimentos
.
Esse carinho faz valer a pena, obrigado pessoal.
Sua explicação me ajudou bastante Rafael! Sou muito grato por isso. Qualquer outra dúvida que eu vier a ter, sei q posso recorrer a você! Muito obrigado novamente e um grande abrraço!
Alex Motta Cardoso
_________________________________
RAFAEL ,MUITO OBRIGADO ERA ISSO MESMO!
BJINHUS!
Raquel
_________________________________
Muito obrigada mesmo Rafael, ajudou BASTANTE!!!
Eu me enrolava muito com isso...
Não tinha percebido que não pode predicar dois sujeitos da mesma forma!!!
Agora sim eu entendo!!!
Mais uma vez obrigada,
Beijos,
Bruna!
Esse carinho faz valer a pena, obrigado pessoal.
Sua explicação me ajudou bastante Rafael! Sou muito grato por isso. Qualquer outra dúvida que eu vier a ter, sei q posso recorrer a você! Muito obrigado novamente e um grande abrraço!
Alex Motta Cardoso
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RAFAEL ,MUITO OBRIGADO ERA ISSO MESMO!
BJINHUS!
Raquel
_________________________________
Muito obrigada mesmo Rafael, ajudou BASTANTE!!!
Eu me enrolava muito com isso...
Não tinha percebido que não pode predicar dois sujeitos da mesma forma!!!
Agora sim eu entendo!!!
Mais uma vez obrigada,
Beijos,
Bruna!
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Justiça em Aristóteles
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Oi!
Sou aluna do pH e estou com dúvida em uma questão de filosofia.
Não consegui entender muito bem a concepção de Justiça em Aristóteles. Quando a pessoa age de maneira involuntária, tais atos não são considerados justos ou injustos? Como certos atos podem ser injustos, mas não de injustiça? A injustiça depende, obrigatoriamente , da presença de voluntariedade?
Não sei se consegui ser clara em minha dúvida, mas agradeço no que puder me ajudar!
Clarissa Fernanda.
_____________________________________
Oi Cla,
Pensa o seguinte: um cão pode ser injusto? Ele sempre age de maneira involuntária, quer dizer, não está guiado pela razão, e essa é uma condição necessária pra Aristóteles.
Ele também entende a justiça subjetiva e a justiça objetiva. Pensa o seguinte: você pode ser proibida de sair de casa porque seu pai te botou de castigo por não estudar. Pra "você" isso é injusto, mas, de maneira objetiva, isso vai garantir a sua felicidade e a do seu pai - portanto, é justo.
Não sei se "voluntariedade" é um bom termo, mas se você combinar dessa forma: "atos voluntários da razão" - pronto, isso é justo ou injusto. Só o homem (animal racional) tem a capacidade de ser justo ou injusto.
Te adicionei no msn pra você participar dos Cafés Virtuais que vamos organizar!
Beijos.
Rafael B.
Oi!
Sou aluna do pH e estou com dúvida em uma questão de filosofia.
Não consegui entender muito bem a concepção de Justiça em Aristóteles. Quando a pessoa age de maneira involuntária, tais atos não são considerados justos ou injustos? Como certos atos podem ser injustos, mas não de injustiça? A injustiça depende, obrigatoriamente , da presença de voluntariedade?
Não sei se consegui ser clara em minha dúvida, mas agradeço no que puder me ajudar!
Clarissa Fernanda.
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Oi Cla,
Pensa o seguinte: um cão pode ser injusto? Ele sempre age de maneira involuntária, quer dizer, não está guiado pela razão, e essa é uma condição necessária pra Aristóteles.
Ele também entende a justiça subjetiva e a justiça objetiva. Pensa o seguinte: você pode ser proibida de sair de casa porque seu pai te botou de castigo por não estudar. Pra "você" isso é injusto, mas, de maneira objetiva, isso vai garantir a sua felicidade e a do seu pai - portanto, é justo.
Não sei se "voluntariedade" é um bom termo, mas se você combinar dessa forma: "atos voluntários da razão" - pronto, isso é justo ou injusto. Só o homem (animal racional) tem a capacidade de ser justo ou injusto.
Te adicionei no msn pra você participar dos Cafés Virtuais que vamos organizar!
Beijos.
Rafael B.
Ceticismo e empirismo
.
não consegui entender nada sobre o ceticismo e acabei me confundindo sobre a postura de Hume.
Afinal, ele era empirista ou ceticista?!
___________________________________
Oi Isa,
Relaxa que você ainda tem tempo pra investigar melhor o que é o ceticismo. Vou te enviar um texto pra você ler que vai ajudar. É importante saber que o ceticismo está ligado à dúvida. Pensa assim: um filósofo que procura o saber, mas questiona todo tipo de conhecimento e nunca simplesmente aceita um argumento; se está chovendo, ele não acredita; se provam que está chovendo, ele prova o contrário. É um cético. Os céticos não acreditam que se possa alcançar a verdade; o ceticismo é o contrário do dogmatismo, no qual é possível alcançar a verdade. (os dogmas da Igreja Católica, por exemplo, são o conhecimento da verdade que não pode ser questionada). Clareou alguma coisa?
Em relação ao Hume, ele é empirista, definitivamente. Tenta entender uma coisa, o ceticismo é importante pra Hume e ele faz uso do ceticismo, mas como instrumento pra alcançar a verdade, por meio da experiência (empirismo). Já os céticos não acreditam que se possa alcançar a verdade. Entendeu?
Beijos!
Obs: Se tiver mais dúvidas, tenta entrar no MSN que vamos fazer Cafés Virtuais de Filosofia todas as noites durante o pacote.
não consegui entender nada sobre o ceticismo e acabei me confundindo sobre a postura de Hume.
Afinal, ele era empirista ou ceticista?!
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Oi Isa,
Relaxa que você ainda tem tempo pra investigar melhor o que é o ceticismo. Vou te enviar um texto pra você ler que vai ajudar. É importante saber que o ceticismo está ligado à dúvida. Pensa assim: um filósofo que procura o saber, mas questiona todo tipo de conhecimento e nunca simplesmente aceita um argumento; se está chovendo, ele não acredita; se provam que está chovendo, ele prova o contrário. É um cético. Os céticos não acreditam que se possa alcançar a verdade; o ceticismo é o contrário do dogmatismo, no qual é possível alcançar a verdade. (os dogmas da Igreja Católica, por exemplo, são o conhecimento da verdade que não pode ser questionada). Clareou alguma coisa?
Em relação ao Hume, ele é empirista, definitivamente. Tenta entender uma coisa, o ceticismo é importante pra Hume e ele faz uso do ceticismo, mas como instrumento pra alcançar a verdade, por meio da experiência (empirismo). Já os céticos não acreditam que se possa alcançar a verdade. Entendeu?
Beijos!
Obs: Se tiver mais dúvidas, tenta entrar no MSN que vamos fazer Cafés Virtuais de Filosofia todas as noites durante o pacote.
Lógica e falácias
.
Rafael,
tem algumas coisas sobre filosofia que ainda estão um pouco confusas na minha cabeça, aqui vão elas:
* Na aula sobre lógica tinha um exemplo que era o seguinte:
Sócrates é mortal
Sócrates é uma galinha
A galinha é mortal
embora válido não é verdadeiro (certo?)
mas se invertessemos a conclusão com a premissa menor e ficasse:
Sócrates é mortal
A galinha é mortal
Sócrates é uma galinha
mesmo sabendo que Sócrates não é uma galinha a construção não seria ao mesmo tempo válida e verdadeira?
Como distinguir corretamente válido de verdadeiro?
* Na apostila de lógica possui o seguinte exemplo:
Todo mamífero é animal.
Ora, um gato é um animal.
Logo, um gato é um mamífero
É a mesma estrutura do exemplo de Sócrates e da galinha mas esse sim é verdaderio. No entanto, a apostila classifica o exemplo como falácia formal.
Porque esse exemplo é uma falácia e não pode ser classificado como verdadeiro e válido?
*Na aula que foi sobre política eu não pude ir, gostaria que você me falasse os principais tópicos para estudar sobre essa matéria e os conceitos principais que preciso saber.
Muito obrigada,
Bruna Senna Dias
Rio, 06/11/07
_____________________________________
Oi Bruna!
Pensa o seguinte:
Temos duas premissas e uma conclusão numa dedução, certo?
Premissa 1: Sócrates é mortal.
Premissa 2: Sócrates é uma galinha.
Conclusão: A galinha é mortal.
Perceba que a premissa 1 é verdadeira (Sócrates é de fato mortal). A premissa 2 é falsa (Sócrates não é uma galinha) e a conclusão verdadeira (A galinha é mortal). Logo, a dedução não pode ser válida, pois todas as premissas precisam ser verdadeiras para isso, além de haver erro no raciocínio, há erro na matéria raciocinada. Entendeu?
Num silogismo (que é o tipo de dedução que você tá fazendo, com premissa maior e premissa menor) você nunca pode predicar dois sujeitos da mesma forma, é um erro de raciocínio. Por exemplo:
Premissa 1: Os brasileiros são honestos.
Premissa 2: Os italianos são honestos.
Não é possível deduzir nada dessas premissas, porque não há premissa maior e premissa menor, as duas têm o mesmo valor, percebeu? Você precisa de uma premissa maior, mais geral, e uma menor, mais particular. Ex:
Premissa 1: Os brasileiros são honestos.
Premissa 2: Eu sou brasileiro.
Agora sim você pode fazer a dedução.
No caso de:
Premissa 1: Todo mamífero é um animal.
Premissa 2: Ora, um gato é um animal.
As premissas são verdadeiras sim, você percebe isso pela experiência, mas ainda precisamos ver se as premissas podem formar um silogismo. Uma é mais geral que a outra, até aí tudo bem. Mas observe como na segunda premissa, você não está predicando o termo médio (animal), e sim o termo extremo (gato). Se você não obedecer a essa regra, a forma do silogismo fica errada, por isso é uma falácia formal. Vamos consertar:
Premissa 1: Todo mamífero é um animal.
Premissa 2: O gato é um mamífero.
(agora estamos predicando o termo médio - mamífero)
Conclusão: O gato é um animal.
Esse silogismo está certo, pois respeita a "forma" do silogismo - o termo médio é sempre o sujeito da premissa maior (no caso, mamífero, e não animal).
Se tiver mais dúvidas, entra no msn, que estamos organizando conferências online pra tirar essas e outras dúvidas. Meu msn é esse email mesmo.
Em relação à política, dá uma olhada no programa da UFRJ, estuda só os tópicos que eles publicaram.
Beijos e espero ter ajudado!
Rafael
Rafael,
tem algumas coisas sobre filosofia que ainda estão um pouco confusas na minha cabeça, aqui vão elas:
* Na aula sobre lógica tinha um exemplo que era o seguinte:
Sócrates é mortal
Sócrates é uma galinha
A galinha é mortal
embora válido não é verdadeiro (certo?)
mas se invertessemos a conclusão com a premissa menor e ficasse:
Sócrates é mortal
A galinha é mortal
Sócrates é uma galinha
mesmo sabendo que Sócrates não é uma galinha a construção não seria ao mesmo tempo válida e verdadeira?
Como distinguir corretamente válido de verdadeiro?
* Na apostila de lógica possui o seguinte exemplo:
Todo mamífero é animal.
Ora, um gato é um animal.
Logo, um gato é um mamífero
É a mesma estrutura do exemplo de Sócrates e da galinha mas esse sim é verdaderio. No entanto, a apostila classifica o exemplo como falácia formal.
Porque esse exemplo é uma falácia e não pode ser classificado como verdadeiro e válido?
*Na aula que foi sobre política eu não pude ir, gostaria que você me falasse os principais tópicos para estudar sobre essa matéria e os conceitos principais que preciso saber.
Muito obrigada,
Bruna Senna Dias
Rio, 06/11/07
_____________________________________
Oi Bruna!
Pensa o seguinte:
Temos duas premissas e uma conclusão numa dedução, certo?
Premissa 1: Sócrates é mortal.
Premissa 2: Sócrates é uma galinha.
Conclusão: A galinha é mortal.
Perceba que a premissa 1 é verdadeira (Sócrates é de fato mortal). A premissa 2 é falsa (Sócrates não é uma galinha) e a conclusão verdadeira (A galinha é mortal). Logo, a dedução não pode ser válida, pois todas as premissas precisam ser verdadeiras para isso, além de haver erro no raciocínio, há erro na matéria raciocinada. Entendeu?
Num silogismo (que é o tipo de dedução que você tá fazendo, com premissa maior e premissa menor) você nunca pode predicar dois sujeitos da mesma forma, é um erro de raciocínio. Por exemplo:
Premissa 1: Os brasileiros são honestos.
Premissa 2: Os italianos são honestos.
Não é possível deduzir nada dessas premissas, porque não há premissa maior e premissa menor, as duas têm o mesmo valor, percebeu? Você precisa de uma premissa maior, mais geral, e uma menor, mais particular. Ex:
Premissa 1: Os brasileiros são honestos.
Premissa 2: Eu sou brasileiro.
Agora sim você pode fazer a dedução.
No caso de:
Premissa 1: Todo mamífero é um animal.
Premissa 2: Ora, um gato é um animal.
As premissas são verdadeiras sim, você percebe isso pela experiência, mas ainda precisamos ver se as premissas podem formar um silogismo. Uma é mais geral que a outra, até aí tudo bem. Mas observe como na segunda premissa, você não está predicando o termo médio (animal), e sim o termo extremo (gato). Se você não obedecer a essa regra, a forma do silogismo fica errada, por isso é uma falácia formal. Vamos consertar:
Premissa 1: Todo mamífero é um animal.
Premissa 2: O gato é um mamífero.
(agora estamos predicando o termo médio - mamífero)
Conclusão: O gato é um animal.
Esse silogismo está certo, pois respeita a "forma" do silogismo - o termo médio é sempre o sujeito da premissa maior (no caso, mamífero, e não animal).
Se tiver mais dúvidas, entra no msn, que estamos organizando conferências online pra tirar essas e outras dúvidas. Meu msn é esse email mesmo.
Em relação à política, dá uma olhada no programa da UFRJ, estuda só os tópicos que eles publicaram.
Beijos e espero ter ajudado!
Rafael
Sobre lógica e o nazismo
.
> Boa noite Rafael. Alex Motta Cardoso, aluno da antes 303 da Tijuca, e, obviamente, agora aluno de Direito do Pacote. Como falastes para nossa turma de segunda-feira, estas disponivel para tirar nossas dúvidas sobre a matéria antes que a fatídica prova da UFRJ chegue, no domingo. A princípio peço-lhe desculpas pelo incômodo, pois deve ser trabalhoso escrever email para vários alunos que estão, também, a tirar dúvidas filosóficas, mas serei breve. Basicamente possuo dois questionamentos em mente: Uma curiosidade e um sobre matéria, no caso, silogismos. Começarei pelo mais importante. O professor, na aula de Filosofia de terça-feira, lançou-nos uma questão de criar silogismos, o que me levou a filosofar e esboçar exemplos em minha folha. Como dito na parte de Falácias não-formais, a forma correta de um silogismo ser feito é na ordem A é B, B é C e A é C. Porém, ao escrever um certo silogismo famoso, me deparei com algo estranho:
Todo Homem é mortal
Sócrates é Homem
Logo, Sócrates é mortal.
Notamos, ao dividir tal construção em letras, que obter-se-á a ordem A é B, C é A, C é B, o que a inválida, teoricamente, penso. Gostaria de saber então se há exceções a regra, ou o porquê de o silogismo de sócrates estar certo, mesmo não seguindo a ordem pertinente a regra. Ano passado, meu segundo ano, havia também aula de Filosofia, e na aula que abordava esse assunto, também foi lançado a turma o mesmo desafio de criar silogismos, mas agora com a temática livre. Formulei um silogismo conhecido via internet que o senhor de repente já tomou conhecimento em algum lugar, adaptando-o:
Todos dizem que eu sou ninguém
Ninguém é perfeito
Logo, eu sou perfeito.
Seguido da continuação:
Todos sabem que somente Deus é perfeito
perfeito eu sou
Logo, Deus sou eu
Claro que tratam-se de Falácias Formais, por possuirem premissas falsas, mas seguem a rísca a regra de ordenamento, o que torna tais silogismos perfeitos quanto à forma. Estou correto? E, como se pode perceber também, esses silogismos por mim citados possuem a ordem diferente do silogismo de Sócrates. Gostaria que se possivel, desse-me dicas quanto a formação de silogismos, ordem, verificasse os meus exemplos e me desse outros possíveis exemplos de silogismos existentes e Falácias Formais, com um pouco de explicação sobre o último assunto.
Indo agora para o ponto da curiosidade, volto-me a aula que destes segunda-feira, falando de estética. Ao debater sobre tal assunto, o senhor comentou sobre a beleza da imagem da Suástica Alemã, criada pelo exército de Hitler, como símbolo de imponência e temor. Deves saber que esse símbolo, visto por muitos como algo glorioso, não é criação alemã, e é um símbolo muito antigo ultilizado por Astecas, Gregos, Celtas, Budistas, dentre outros, e significa "bons ventos" e "boa sorte". Acredita-se que Hitler o adotou porque se assemelhava a uma engrenagem, supostamente visando simbolizar sua intenção de uma Revolução Industrial na Alemanha. Gostaria de
saber o porquê da Suástica Nazista ser a Celta ou a Budista espelhada, ou seja, é a mesma imagem só que vista ao contrário. Hitler pretendia algo com isso? Mera conhecidência não creio que seja. Caso saiba, ficaria feliz se pudesse discursar um pouco sobre tal assunto, pois afinal adoro tomar conhecimento sobre o significado de antigas escrituras e simbologias.
Grato desde já,
seu aluno
Alex Motta Cardoso
_____________________________________
Alex,
Em primeiro lugar, não é incômodo algum. Queria eu que mais alunos tirassem dúvidas!
Tenho recebido muitos e-mails, mas ainda acho pouco, visto a quantidade de alunos.
Vamos por partes, quero ver se consigo cobrir todos os pontos.
Silogismo:
A forma correta é exatamente essa - A é verdade de B, B é verdade de C, logo, A é verdade de C.
Tente entender o que acontece, mais que simplesmente substituir as letras. Vamos lá:
Premissa 1: A é B. (estamos dizendo alguma coisa sobre A)
Premissa 2: B é C. (estamos dizendo alguma coisa sobre B, que foi dito de A)
Conclusão: A é C. (podemos dizer de A, o mesmo que dissemos de B)
Perceba que existe um termo chamado termo médio, que é simplificado na fórmula, ligando os extremos A e C. Portanto, no silogismo de Aristóteles fica assim:
Premissa 1: Todo homem é mortal. "dizemos que A (ser mortal) é verdade de B (homem)"
Premissa 2: Sócrates é homem. "dizemos que B (homem) é verdade de C (Sócrates)"
Conclusão: Sócrates é mortal. "eliminando o termo comum, ou seja, B (homem), dizemos que A (ser mortal) é verdade de C (Sócrates)"
Mais que se preocupar em substituir as letras, é importante que você identifique um termo médio, ou termo comum, que vai ser eliminado das premissas, para se pode predicar o termo inicial da premissa maior. Por teoria dos conjuntos, pensa que o conjunto H é o conjunto de todos os homens. Dizemos que todos os elementos de H são M (mortais). Portanto, se escolhermos um desses elementos - S (Sócrates), por exemplo, diremos o mesmo dele, que é M, pois está no conjunto H. Beleza?
Em relação às falácias, temos o seguinte:
P1: Todos dizem que eu sou ninguém. (premissa falsa, você é alguém)
P2: Ora, ninguém é perfeito. (premissa verdadeira)
C: Logo, eu sou perfeito. (conclusão falaciosa)
Repara que o "todos dizem" não é universal, e isso implica entender que, mesmo que todos digam, você não pode predicar o sujeito, como acontece em "todo homem é mortal". Quando você acrescenta o "todos dizem", não está realmente predicando o sujeito, e é aí que está a falácia. Para realizar o silogismo, você precisa predicar o sujeito com uma qualidade real dele, não apenas a opinião das pessoas. Como há uma premissa falsa, é uma falácia material, não formal, em relação à forma, está
tudo bem, o termo comum foi eliminado e ao final A é verdade de C. Vamos consertar:
P1: Eu sou alguém. (premissa consertada)
P2: Ora, ninguém é perfeito. (premissa verdadeira)
C: Logo, eu sou imperfeito. (conclusão válida)
Note que o termo comum na segunda premissa é negação dele mesmo na premissa maior, portanto, na conclusão, devemos negar o predicado também. É uma operação lógica simples, mas você não precisa se preocupar com isso se não for fazer filosofia. Não vão cobrar isso na UFRJ.
Em relação à curiosidade, é importante entender que a estética nazista tinha um propósito - o de controlar pelo medo e a propaganda. O símbolo é uma forma (até hoje, nas propagandas - repare que não há empresa sem um logotipo, até o pH tem a gotinha) de representar tudo que a instituição significa.
Nunca li um livro sobre o assunto, mas na faculdade aprendemos que há diversas explicações para a origem da suástica, uma mais incrível que a outra. Não só símbolos astecas, gregos ou budistas, significando "bons ventos", como os cristãos interpretam que é o repúdio de Hitler à cruz, os judeus interpretam que
é uma deformação da estrela de Davi. Na verdade, não existe interpretação oficial pra isso, tampouco acho relevante procurar. A força do símbolo ultrapassa o seu significado, está no significante, no que ele representa e no que desperta no coração das pessoas - leia-se o pavor, o medo, o ódio e o poder desmedido. É um símbolo que já foi temido por muitos e adorado por outros. É relevante entender o que aconteceu historicamente e perceber que a Alemanha passou por um período negro, no qual a Razão adormecida produziu o monstro do nazismo, como interpretamos no quadro da questão.
> Boa noite Rafael. Alex Motta Cardoso, aluno da antes 303 da Tijuca, e, obviamente, agora aluno de Direito do Pacote. Como falastes para nossa turma de segunda-feira, estas disponivel para tirar nossas dúvidas sobre a matéria antes que a fatídica prova da UFRJ chegue, no domingo. A princípio peço-lhe desculpas pelo incômodo, pois deve ser trabalhoso escrever email para vários alunos que estão, também, a tirar dúvidas filosóficas, mas serei breve. Basicamente possuo dois questionamentos em mente: Uma curiosidade e um sobre matéria, no caso, silogismos. Começarei pelo mais importante. O professor, na aula de Filosofia de terça-feira, lançou-nos uma questão de criar silogismos, o que me levou a filosofar e esboçar exemplos em minha folha. Como dito na parte de Falácias não-formais, a forma correta de um silogismo ser feito é na ordem A é B, B é C e A é C. Porém, ao escrever um certo silogismo famoso, me deparei com algo estranho:
Todo Homem é mortal
Sócrates é Homem
Logo, Sócrates é mortal.
Notamos, ao dividir tal construção em letras, que obter-se-á a ordem A é B, C é A, C é B, o que a inválida, teoricamente, penso. Gostaria de saber então se há exceções a regra, ou o porquê de o silogismo de sócrates estar certo, mesmo não seguindo a ordem pertinente a regra. Ano passado, meu segundo ano, havia também aula de Filosofia, e na aula que abordava esse assunto, também foi lançado a turma o mesmo desafio de criar silogismos, mas agora com a temática livre. Formulei um silogismo conhecido via internet que o senhor de repente já tomou conhecimento em algum lugar, adaptando-o:
Todos dizem que eu sou ninguém
Ninguém é perfeito
Logo, eu sou perfeito.
Seguido da continuação:
Todos sabem que somente Deus é perfeito
perfeito eu sou
Logo, Deus sou eu
Claro que tratam-se de Falácias Formais, por possuirem premissas falsas, mas seguem a rísca a regra de ordenamento, o que torna tais silogismos perfeitos quanto à forma. Estou correto? E, como se pode perceber também, esses silogismos por mim citados possuem a ordem diferente do silogismo de Sócrates. Gostaria que se possivel, desse-me dicas quanto a formação de silogismos, ordem, verificasse os meus exemplos e me desse outros possíveis exemplos de silogismos existentes e Falácias Formais, com um pouco de explicação sobre o último assunto.
Indo agora para o ponto da curiosidade, volto-me a aula que destes segunda-feira, falando de estética. Ao debater sobre tal assunto, o senhor comentou sobre a beleza da imagem da Suástica Alemã, criada pelo exército de Hitler, como símbolo de imponência e temor. Deves saber que esse símbolo, visto por muitos como algo glorioso, não é criação alemã, e é um símbolo muito antigo ultilizado por Astecas, Gregos, Celtas, Budistas, dentre outros, e significa "bons ventos" e "boa sorte". Acredita-se que Hitler o adotou porque se assemelhava a uma engrenagem, supostamente visando simbolizar sua intenção de uma Revolução Industrial na Alemanha. Gostaria de
saber o porquê da Suástica Nazista ser a Celta ou a Budista espelhada, ou seja, é a mesma imagem só que vista ao contrário. Hitler pretendia algo com isso? Mera conhecidência não creio que seja. Caso saiba, ficaria feliz se pudesse discursar um pouco sobre tal assunto, pois afinal adoro tomar conhecimento sobre o significado de antigas escrituras e simbologias.
Grato desde já,
seu aluno
Alex Motta Cardoso
_____________________________________
Alex,
Em primeiro lugar, não é incômodo algum. Queria eu que mais alunos tirassem dúvidas!
Tenho recebido muitos e-mails, mas ainda acho pouco, visto a quantidade de alunos.
Vamos por partes, quero ver se consigo cobrir todos os pontos.
Silogismo:
A forma correta é exatamente essa - A é verdade de B, B é verdade de C, logo, A é verdade de C.
Tente entender o que acontece, mais que simplesmente substituir as letras. Vamos lá:
Premissa 1: A é B. (estamos dizendo alguma coisa sobre A)
Premissa 2: B é C. (estamos dizendo alguma coisa sobre B, que foi dito de A)
Conclusão: A é C. (podemos dizer de A, o mesmo que dissemos de B)
Perceba que existe um termo chamado termo médio, que é simplificado na fórmula, ligando os extremos A e C. Portanto, no silogismo de Aristóteles fica assim:
Premissa 1: Todo homem é mortal. "dizemos que A (ser mortal) é verdade de B (homem)"
Premissa 2: Sócrates é homem. "dizemos que B (homem) é verdade de C (Sócrates)"
Conclusão: Sócrates é mortal. "eliminando o termo comum, ou seja, B (homem), dizemos que A (ser mortal) é verdade de C (Sócrates)"
Mais que se preocupar em substituir as letras, é importante que você identifique um termo médio, ou termo comum, que vai ser eliminado das premissas, para se pode predicar o termo inicial da premissa maior. Por teoria dos conjuntos, pensa que o conjunto H é o conjunto de todos os homens. Dizemos que todos os elementos de H são M (mortais). Portanto, se escolhermos um desses elementos - S (Sócrates), por exemplo, diremos o mesmo dele, que é M, pois está no conjunto H. Beleza?
Em relação às falácias, temos o seguinte:
P1: Todos dizem que eu sou ninguém. (premissa falsa, você é alguém)
P2: Ora, ninguém é perfeito. (premissa verdadeira)
C: Logo, eu sou perfeito. (conclusão falaciosa)
Repara que o "todos dizem" não é universal, e isso implica entender que, mesmo que todos digam, você não pode predicar o sujeito, como acontece em "todo homem é mortal". Quando você acrescenta o "todos dizem", não está realmente predicando o sujeito, e é aí que está a falácia. Para realizar o silogismo, você precisa predicar o sujeito com uma qualidade real dele, não apenas a opinião das pessoas. Como há uma premissa falsa, é uma falácia material, não formal, em relação à forma, está
tudo bem, o termo comum foi eliminado e ao final A é verdade de C. Vamos consertar:
P1: Eu sou alguém. (premissa consertada)
P2: Ora, ninguém é perfeito. (premissa verdadeira)
C: Logo, eu sou imperfeito. (conclusão válida)
Note que o termo comum na segunda premissa é negação dele mesmo na premissa maior, portanto, na conclusão, devemos negar o predicado também. É uma operação lógica simples, mas você não precisa se preocupar com isso se não for fazer filosofia. Não vão cobrar isso na UFRJ.
Em relação à curiosidade, é importante entender que a estética nazista tinha um propósito - o de controlar pelo medo e a propaganda. O símbolo é uma forma (até hoje, nas propagandas - repare que não há empresa sem um logotipo, até o pH tem a gotinha) de representar tudo que a instituição significa.
Nunca li um livro sobre o assunto, mas na faculdade aprendemos que há diversas explicações para a origem da suástica, uma mais incrível que a outra. Não só símbolos astecas, gregos ou budistas, significando "bons ventos", como os cristãos interpretam que é o repúdio de Hitler à cruz, os judeus interpretam que
é uma deformação da estrela de Davi. Na verdade, não existe interpretação oficial pra isso, tampouco acho relevante procurar. A força do símbolo ultrapassa o seu significado, está no significante, no que ele representa e no que desperta no coração das pessoas - leia-se o pavor, o medo, o ódio e o poder desmedido. É um símbolo que já foi temido por muitos e adorado por outros. É relevante entender o que aconteceu historicamente e perceber que a Alemanha passou por um período negro, no qual a Razão adormecida produziu o monstro do nazismo, como interpretamos no quadro da questão.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Há tempo para se apaixonar?
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só quero te ver e te beijar, sentir a sua boca. eu olhei tanto tempo pra você, imaginando morder o seu pescoço, e no fim do dia você vai embora sem me dar chance de falar ou fazer nada.
tão longe e tão perto, até no seu jeito de falar, que não tenho mais esperanças de colocar minhas mãos no seu rosto e sentir o teu gosto. mas toda vez que você me dá uma nova perspectiva de você, um novo sorriso, mais lindo que o anterior, desperta tudo que vai lentamente acalmando dentro de mim e faz tornado de novo, sempre.
desiste de mim, ou me pede pra te beijar.
de uma vez que não aguento mais.
só quero te ver e te beijar, sentir a sua boca. eu olhei tanto tempo pra você, imaginando morder o seu pescoço, e no fim do dia você vai embora sem me dar chance de falar ou fazer nada.
tão longe e tão perto, até no seu jeito de falar, que não tenho mais esperanças de colocar minhas mãos no seu rosto e sentir o teu gosto. mas toda vez que você me dá uma nova perspectiva de você, um novo sorriso, mais lindo que o anterior, desperta tudo que vai lentamente acalmando dentro de mim e faz tornado de novo, sempre.
desiste de mim, ou me pede pra te beijar.
de uma vez que não aguento mais.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
O Nariz do Pato
.
Em toda minha vida, montei apenas um quebra-cabeça. Era um jogo de 30 peças que ganhei do meu pai. Lembro que era um desenho do Pato Donald. Pra minha decepção, quando terminei de montar, faltava uma peça, bem no nariz do pato.
Não sou obstinado nem nada. Já encontrei algumas peças parecidas, bem bonitas, mas nenhuma era exatamente o nariz do pato. Isso sempre me deixou muito triste. Já me disseram: "bota qualquer coisa aí, não precisa ser o nariz do pato" ou então "faz uma peça você, de cartolina, desenha o nariz". Mas nada disso vai adiantar. Eu sei que, se eu continuar procurando, vou encontrar o nariz do Pato Donald em algum lugar. Quando encontrar, o quebra-cabeça vai ficar completo, aí eu paro de procurar.
Até hoje eu procuro essa peça, sei que tá lá fora, deve estar esquecida, perdida, com as bordas arranhadas, esperando eu chegar.
Em toda minha vida, montei apenas um quebra-cabeça. Era um jogo de 30 peças que ganhei do meu pai. Lembro que era um desenho do Pato Donald. Pra minha decepção, quando terminei de montar, faltava uma peça, bem no nariz do pato.
Não sou obstinado nem nada. Já encontrei algumas peças parecidas, bem bonitas, mas nenhuma era exatamente o nariz do pato. Isso sempre me deixou muito triste. Já me disseram: "bota qualquer coisa aí, não precisa ser o nariz do pato" ou então "faz uma peça você, de cartolina, desenha o nariz". Mas nada disso vai adiantar. Eu sei que, se eu continuar procurando, vou encontrar o nariz do Pato Donald em algum lugar. Quando encontrar, o quebra-cabeça vai ficar completo, aí eu paro de procurar.
Até hoje eu procuro essa peça, sei que tá lá fora, deve estar esquecida, perdida, com as bordas arranhadas, esperando eu chegar.
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Fechado para Recesso Definitivo
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