quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Questões Finais

1) É o raciocínio indutivo, pois a reunião das premissas sempre leva a uma generalização que não pode ser garantida, pois há sempre a possibilidade de uma evidência que não foi observada.

2) Raciocínio dedutivo. É uma falácia formal, pois há erro na passagem de uma premissa à outra e não nas premissas em si.

3) O estudo da idéia de Deus ou a crítica da Razão. Esses conceitos só poderiam ser trabalhados em filosofia (ou metafísica) por ultrapassarem as barreiras empíricas e não poderem ser estudados pelas ciências (biologia, química e física).

4) Locke argumenta contra o roubo garantido o direito à propriedade, já que qualquer bem produzido é fruto do trabalho realizado pelo próprio corpo, que é inalienável. Já Kant usaria o Imperativo Categórico, no sentido de mostrar que o roubo não pode se tornar uma "máxima universal", ou seja, a ação de roubar não seria válida para qualquer pessoa e em qualquer caso, mas apenas quando houver interesse.

5) Coercitividade. As pessoas na fila do banco estão pressionando o travesti a participar desse fato social: homens vestem-se de calças e mulheres de saia. Quando se veste como mulher, o homem desafia a coesão social e é coagido a voltar ao "comportamento normal".

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Questões de Sociologia e Estética

Aí vai pessoal, o gabarito da última aula. Abraços!

1) De que modo, para Aristóteles, a arte pode ser considerada superior à História?

R) A arte pode ser considerada superior à História por ser generalizante, como a filosofia. A História trata de particularidades, portanto, não há função pedagógica.

2) Por que Comte, no contexto do positivismo, criou a noção de "física social"?

R) A "física social" pretende estudar e entender as relações sociais e o comportamento da sociedade, justamente para identificar os problemas, tudo que desafia o "conjunto de valores morais" e resolvê-los.

3) Durkheim é quem introduz o conceito de fato social. Em que sentido podemos dizer que é exterior, geral e coercitivo?

R) Ele é exterior no sentido de não ser constituído a partir de nenhum aspecto psicológico ou filosófico, mas na relação com o outro. É geral no sentido de não estar ligado ao indivíduo, mas à sociedade como um todo. É coercitivo, pois deve haver uma força de atuação no sentido dos "valores morais" daquela sociedade, para manter a coesão social.

4) Como podemos relacionar a tarefa da "física social" de manter a coesão social com a liberdade?

R) Essa luta pela coesão social torna difícil a possibilidade de liberdade, principalmente de expressão. À medida que os indivíduos não podem expressar sua individualidade, por serem coagidos a participarem da "normalidade", perdem seus caracteres individuais e são levados a atenderem os anseios da sociedade apenas.

5) O que é a catarse para Aristóteles e como a tragédia pode inspirar o terror e a piedade nos apreciadores da obra?

R) O conceito de catarse está ligado em Aristóteles à possibilidade de uma identificação tão forte com a poesia (no caso, a tragédia) que o apreciador abandona a própria realidade para participar do simulacro da arte. Na tragédia, devido à desmedida cometida, homens superiores sempre são levados a se punirem (daí o sentimento de terror) e a função pedagógica está justamente no sentimento de piedade, ao perceber qual é a desmedida que não deve ser cometida para evitar a punição.

6) Na luta contra as drogas, como Durkheim, dentro da proposta da sociologia no positivismo, poderia propor uma solução?

R) Na atuação contra as drogas, como no filme "Meu nome não é Johnny", Durkheim certamente deveria propor alguma forma de retaliação a essa atitude, por ser considerada uma "agitação social", algo que foge da moral estabelecida pela sociedade. Uma proposta seria uma atuação mais forte da polícia para reprimir o uso das drogas, em vez de educação ou aceitação das drogas como possibilidade moral.

sábado, 18 de outubro de 2008

Estética - Questões

Desculpa, gente, por demorar pra botar o gabarito, mas agora que começou o Intensivo, e ainda com simulado essa semana, ficou praticamente impossível. De qualquer jeito, ainda tem o domingo pra dar uma olhada :D

Questão 1)

Na narrativa poética, Aristóteles não poderia se preocupar com a criatividade, pois na concepção estética de que "a arte imita a vida", nada é criado, mas você deve representar exatamente fatos acontecidos (na tragédia por exemplo) ou os deuses (na escultura).

Questão 2)

Existe uma discussão em torno da figura 1, justamente por buscar representar matematicamente, com precisão, um objeto que não está lá, apenas pela sombra. Podemos dizer que é naturalista sim, pois ela busca exatamente a natureza real do objeto representado, mesmo que ele não exista. Segundo a estética kantiana, pode ser considerada uma bela representação sim, justamente por causa do esforço racional realizado para alcançar a melhor representação do objeto.

Questão 3)

Podemos defender que a representação naturalista é bela pois ela capta com precisão a forma do objeto representado. Por outro lado, a formalista pode representar aspectos da condição humana que superam a forma, como o sofrimento (justamente por estar distorcido), ou a loucura.

Questão 4)

A função é pragmática e a intenção do artista é meramente pedagógica. Ele pretende mostrar aspectos essenciais da santa ceia, como é contada.

Questão 5)

Pode ser considerado uma obra de arte sim, dentro da concepção dadaísta, por exemplo. A arte não é necessariamente racional, tampouco está apenas no esforço estético do artista, mas pode ser uma condição do próprio observador, que, com um olhar estético, consegue ver a obra mesmo em objetos do cotidiano, comuns.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Hobbes, Locke e Rousseau

1- Que filósofo propõe a subordinação política dos indivíduos e qual é a finalidade dessa atitude?

Thomas Hobbes. Os indivíduos devem submeter ao poder do Estado, que tem o dever de garantir a segurança do povo e preservar o pacto social.

2- Entre Hobbes, Locke e Rousseau, quem compreende que a desigualdade não é natural e por quê?

J.J. Rousseau, pois por natureza o homem é essencialmente bom, mas foi corrompido pela noção de propriedade.

3- Explique o argumento de Locke para defender o direito à propriedade.

Locke entende que todo indivíduo possui um bem material inalienável, o próprio corpo. Esse corpo transforma a natureza e produz a propriedade por meio do trabalho, portanto, essa propriedade é, por direito, de quem realizou o trabalho e deve ser protegida pelo pacto social.

4- O contrato de Hobbes visa por fim ao estado de guerra. Para isso, a renúncia aos direitos deve ser recíproca entre Estado e população? A população também é responsável por garantir a segurança? O cidadão hobbesiano possui direitos e deveres?

Essa renúncia não é recíproca. Apenas a população abre mão dos seus direitos e não é responsável por garantir a segurança, que é dever do Estado. Há somento o direito à segurança da população e o dever de garanti-la, portanto não se pode falar em "direitos e deveres".

5- De que modo a soberania do Estado hobbesiano difere da do Estado de Rousseau?

A soberania do Estado de Rousseau é determinada pela vontade geral, que é expressa por meio do voto. No Estado de Hobbes, a soberania do Estado é autônoma, em-si, e o próprio Estado é que determina como executará o poder.

6- Tanto homens como cães podem ser livres pela força, possuem vontade e podem submeter outros animais a ela. Que tipo de liberdade é exclusivamente humana?

A liberdade por contrato é exclusivamente humana. O homem é o único animal capaz de produzir leis e regras e compreender que sua liberdade está condicionada por elas. Essa liberdade é observada apenas no contrato de Rousseau, já que Hobbes propõe o estado de segurança pelo temor ao Estado, pela força.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Epistemologia

1. Por que o ceticismo de Hume é considerado mais negativo que o cartesiano? Como ele refuta o princípio da causalidade?

O ceticismo de Hume, diferentemente do cartesiano, não permite que o conhecimento seja alcançado por uma via segura, como o princípio do cogito em Descartes. A refutação do princípio da causalidade, que Hume considera ser apenas força do hábito, mais que nexo necessário entre causa e efeito, torna filosoficamente impossível conhecer por indução, reduzindo toda forma de conhecimento ao mero entendimento do mundo, sempre subjugado ao mundo empírico, ou à experiência.

2. Por que falamos em ceticismo cartesiano, se descartes nao é considerado cético?

Descartes não pode ser considerado cético por defender que, apesar de toda realidade poder ser colocada em questão ou em dúvida, é possível encontrar uma verdade racional, a certeza do cogito. Um cético não encontraria verdade alguma e voltaria-se apenas para a dúvida. Descartes usa o ceticismo apenas como método, ele é racionalista.

3. Em que difere o empirismo inglês do racionalismo? Como é possível o conhecimento em cada corrente?

Os empiristas valorizam a experiência e o entendimento do mundo empírico. Para um empirista, o conhecimento está ligado aos sentidos e às relações que se estabelecem no momento do contato sensível. Já os racionalistas defendem que é possível conhecer o mundo por princípios da Razão e, se forem claros e distintos, podem constituir conhecimento verdadeiro de um mundo que ainda não foi experimentado.

4. Qual foi a verdade encontrada por Descartes no seu ceticismo? Descreva o processo racional que ele atravessou para encontrar essa verdade.

A verdade encontrada foi o cogito. O processo racional conhecido como ceticismo cartesiano consiste em refutar todo o conhecimento dado pelos sentidos e negar até mesmo o pensamento da realidade, com o argumento do sonho. Descartes, por fim, chega a uma verdade irrefutável, a certeza de que existe um ser pensante que duvida de toda a realidade, para reconstruir o mundo exterior.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Obrigado pelo carinho, pessoal

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E aí, Rafael! Beleza??? Tou te mandando esse email pra te agradecer pela ajuda e pela força que nos deu antes da prova.... acabei não indo para o Jardim Botânico, não vou ficar dando desculpinhas, pois a verdade é que eu estava muito cansado e precisava chegar em casa pra dormir...eheheheheh... acabou que a prova foi o que você falou, sem surpresas e totalmente interpretativa... Mas vale ressaltar que tenho certeza que nossos debates aqui não foram em vão, pois percebi o quanto nós pensamos que o que é conhecimento não é nada, e que precisamos ter capacidade de análise crítica para qualquer coisa e, acima de tudo, que filosofia é muito maneira!... com certeza eu vou continuar estudando filosofia e, se possível, gostaria que você me mandasse o nome de alguns livros introdutórios, explicativos (básicos) de filosofia, só pra eu conseguir, devagarzinho, absorver informações e conhecimento.

Muito obrigado novamente!

Parabéns pelo seu trabalho e empenho para com os alunos,mesmo que sem obrigação alguma o fez!.....

Um grande abraço
Luís Felipe

Luís,

Eu é que fico sensibilizado (sem perder a masculinidade, claro) com o carinho de vocês. Quanto aos livros, vamos lá: agora que você é um universitário, pode largar a Marilena Chauí e começar a ler livros de verdade. Comece pelo "Introdução ao filosofar" de Gerd Bornheim, um monstro da filosofia (falecido) que deu aula pra mim na UERJ; é fácil de achar. Depois você pode tentar algo mais ousado como a "Fundamentação da Metafísica dos Costumes" de Kant, o "Meditações Metafísicas" do Descartes e a "República" e o "Timeu" de Platão. Tenho certeza que você vai se apaixonar por filosofia mais ainda quando ler essas obras, além de alcançar um nível superior à maioria dos outros advogados da UFRJ, que, pelo que tenho observado, não está nada bom - rs.

Abraços!


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Valeu Rafael!! Um Blog com todas as dúvidas já tiradas! Muito bem pensado hehehe! abração!

Alex Motta

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Ah tah!!!
Bem mais claro agora!!!
Muito obrigada mais uma vez por me ajudar nesse momento TÃO tenso da minha vida!!!
Tô gostando muito de filsofia... eu tinha uma certa resistência por não entender muito bem e também porque não ainda não sabia e continuo sem saber muito bem como lidar com os conceitos e principalmente como conciliar com Deus e religião (é um ponto importante pra mim!), eu sempre discutia com os professores de filosofia e sociologia no colégio... principalmente a de sociologia. De qualquer maneira é uma boa matéria de estudar, eu particularmente gosto muito de estudar as pessoas, suas atitudes, como elas pensam e tudo mais!!!

Eh isso!!!

Beijossss!!!
Bruna Senna Dias