1. Por que o ceticismo de Hume é considerado mais negativo que o cartesiano? Como ele refuta o princípio da causalidade?
O ceticismo de Hume, diferentemente do cartesiano, não permite que o conhecimento seja alcançado por uma via segura, como o princípio do cogito em Descartes. A refutação do princípio da causalidade, que Hume considera ser apenas força do hábito, mais que nexo necessário entre causa e efeito, torna filosoficamente impossível conhecer por indução, reduzindo toda forma de conhecimento ao mero entendimento do mundo, sempre subjugado ao mundo empírico, ou à experiência.
2. Por que falamos em ceticismo cartesiano, se descartes nao é considerado cético?
Descartes não pode ser considerado cético por defender que, apesar de toda realidade poder ser colocada em questão ou em dúvida, é possível encontrar uma verdade racional, a certeza do cogito. Um cético não encontraria verdade alguma e voltaria-se apenas para a dúvida. Descartes usa o ceticismo apenas como método, ele é racionalista.
3. Em que difere o empirismo inglês do racionalismo? Como é possível o conhecimento em cada corrente?
Os empiristas valorizam a experiência e o entendimento do mundo empírico. Para um empirista, o conhecimento está ligado aos sentidos e às relações que se estabelecem no momento do contato sensível. Já os racionalistas defendem que é possível conhecer o mundo por princípios da Razão e, se forem claros e distintos, podem constituir conhecimento verdadeiro de um mundo que ainda não foi experimentado.
4. Qual foi a verdade encontrada por Descartes no seu ceticismo? Descreva o processo racional que ele atravessou para encontrar essa verdade.
A verdade encontrada foi o cogito. O processo racional conhecido como ceticismo cartesiano consiste em refutar todo o conhecimento dado pelos sentidos e negar até mesmo o pensamento da realidade, com o argumento do sonho. Descartes, por fim, chega a uma verdade irrefutável, a certeza de que existe um ser pensante que duvida de toda a realidade, para reconstruir o mundo exterior.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
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